A peça “George Dandan”

Arte do programa da peça “George Dandan”. Angélica, personagem de Lídia Brondi, é representada no centro da imagem.

O segundo semestre de 1989 foi de muito trabalho para Lídia Brondi. Além de atuar na novela “Tieta”, como Leonora, a atriz era um dos principais nomes da peça “George Dandan”, ao lado de Rubens Corrêa - o ator preferido de Lídia.

Na peça, dirigida por Ivan de Albuquerque, Lídia Brondi interpretou Angélica, uma jovem filha de nobres falidos, vendida pelos pais para George Dandan (Rubens Corrêa).

O espetáculo estreou no dia 2 de setembro de 1989, no Teatro Ipanema. Dividida em três atos, a peça era baseada no original de Molière. “George Dandan” foi apresentada 84 vezes, ficando em em cartaz até 7 de janeiro de 1990 (menos de três meses antes do fim de “Tieta”).

Lídia Brondi (ao lado de Fernando Eiras – de chapéu preto) e o elenco de “George Dandan”.

Além de Rubens Corrêa e Lídia Brondi nos papéis centrais, a peça contou com Fernando Eiras, Beth Erthal, Nildo Parente, Luiz Maçãs, entre outros. Lídia Brondi definiu o espetáculo como uma comédia capaz de “provocar um sorriso triste”. As fotos e os dados sobre a peça foram publicados na biografia “Rubens Corrêa: um salto para dentro da luz“, da Imprensa Oficial, escrita por Sérgio Fonta.

O final de “À Sombra dos Laranjais”

Lídia Brondi como Lúcia, em “À Sombra dos Laranjais”, novela de 1977.

Foi exibida, nesta quarta-feira (23), no quadro “Tunél do Tempo”, do “Vídeo Show”, uma matéria sobre os 35 anos de exibição do último capítulo de “À Sombra dos Laranjais”, a terceira novela de Lídia Brondi na Globo. O vídeo dá destaque ao desfecho de Lúcia, personagem de Lídia na trama.

Exibida no horário das seis, a novela teve 91 capítulos e foi escrita por Benedito Ruy Barbosa. Lúcia era filha do dono do circo, seu Álvares (Paulo Gonçalves), e partiu em comitiva com um grupo que deixava a pequena Laranjais, no último capítulo. A jovem teve um final feliz ao lado de Júnior (Marcelo Picchi).

Juan Carlos (Élcio Romar) e Lucinha (Lídia Brondi), em cena de “À Sombra dos Laranjais” (1977).

Vale a pena ver a matéria e matar a saudades de Lídia em um de seus primeiros papéis. Lídia Brondi aparece contracenando com Marília Barbosa, Élcio Romar, Monah Delacy e Ary Fontoura. Para assistir, clique AQUI.

Releia outros posts sobre a novela na categoria “À Sombra dos Laranjais“.

Update: O vídeo também está disponível no “YouTube”, no canal “Baú da TV”. Confira abaixo:

Bastidores de “Espelho Mágico”

Lídia recebe o carinho de Glória Menezes (foto do acervo do Césio Vital Gaudereto/Blog Revista Amiga e Novelas).

Lídia Brondi tinha 17 anos quando roubou a cena na novela “Espelho Mágico”, no papel da jovem Beatriz.

Mesmo com outros trabalhos no currículo, foi nessa novela, de 1977, que Lídia mostrou ao Brasil todo o seu potencial, garantindo o interesse dos telespectadores à trama de Lauro César Muniz, que sofria rejeição do público.

Na novela, Lídia Brondi contracenou com grandes nomes da televisão brasileira como Tarcísio Meira, Tony Ramos, Glória Menezes e Sônia Braga.

Por trás das câmeras, a jovem atriz parecia ter conquistado os companheiros de trabalho, como demonstram as imagens dos bastidores publicadas neste post (as fotos abaixo foram enviadas pelo Alperi Martins).

Sônia Braga e Lídia Brondi se divertem ao lado de Tony Ramos.

Parceria com o casal Tarcísio e Glória.

Em outro momento com Tony Ramos, com quem contracenaria novamente, em 1981, em “Baila Comigo”.

Lídia e Torloni: amizade verdadeira

Lídia e Christiane, em 1981, quando viviam Mira e Lia em “Baila Comigo”. Imagem publicada no blog “Torloni Star”.

O blog “Torloni Star“, em homenagem à Christiane Torloni, publicou uma matéria da revista Manchete, de 1981, que falava da amizade da atriz com Lídia Brondi. As atrizes foram irmãs em “O Beijo no Asfalto” e rivais em “Baila Comigo”. Anos mais tarde, se encontrariam em “Corpo Santo” (1987), na Manchete.

Na matéria, do acervo de Adeildo e enviada ao “Torloni Star”, Lídia e Christiane falam sobre a amizade verdadeira entre elas. Torloni comenta sobre a força, o pique e o talento de Lídia, que, por sua vez, diz que se identificou com a amiga por elas lutarem por coisas semelhantes.

A amizade, nascida num ambiente de egos inflados, vaidades e muita competição, parecia ser bem forte e sincera. Lídia afirmou que elas eram “amigas mesmo!” e Torloni declarou: “Hoje, eu tenho a Lídia como um pedaço de mim”.

Para ler a matéria na íntegra, clique na imagem abaixo para ampliar:

Post relacionados (vale a pena ler de novo): Amigas; Lídia e Torloni.

“Vale Tudo” completa 24 anos

Lídia Brondi, a Solange, em cena de “Vale Tudo”.

No dia 16 de maio de 1988, estreava na Globo a novela “Vale Tudo”, clássico de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Recentemente, com a reprise no Viva, “Vale Tudo” voltou a empolgar o Brasil, com sua trama movimentada, repleta de cenas marcantes e críticas social.

Foi em “Vale Tudo” que Lídia Brondi viveu uma de suas personagens mais populares: a jornalista Solange Duprat. De visual moderno, a personagem era uma mocinha cheia de atitude, que, mesmo sendo do bem, não se intimidava ante às maldades de Odete Roitman (Beatriz Segall) e Fátima (Gloria Pires).

Os 24 anos de “Vale Tudo” foi tema de um post especial no blog do Nilson Xavier.

Mais “Drácula”: Lídia Brondi de vampira

Lídia Brondi e Luiz Fernando Guimarães em “Drácula” (1988).

Mais uma foto de Lídia Brondi na peça “Drácula”: ela aparece de vampira, ao lado de Luiz Fernando Guimarães. A expressão divertida e a caracterização inusitada mostram uma Lídia Brondi bem diferente dos papéis que ela interpretou no cinema e na televisão.

A foto faz parte do acervo pessoal do Luiz Fernando Guimarães e também foi publicada na página oficial do ator no Facebook. Confira detalhes sobre a peça, dirigida por Ary Fontoura, no post abaixo.

Atuando na comédia “Drácula”

Cena de “Drácula” (1988): Luiz Fernando Guimarães, Carvalhinho, Milton Carneiro e Lídia Brondi.

Em 1988, antes de iniciar sua participação em “Vale Tudo”, Lídia Brondi atuou nos palcos cariocas como Lucy, uma das personagens centrais da peça “Drácula”, de Bram Stocker. O espetáculo era dirigido por Ary Fontoura e tinha Luiz Fernando Guimarães, Carvalhinho e Ariel Coelho no elenco.

A imagem acima é uma cena da peça, publicada na página oficial do ator Luiz Fernando Guimarães no Facebook. “Drácula” tinha sido encenada, em 1987, em São Paulo, com Carla Camuratti e Raul Cortez nos papéis principais, sendo substituídos por Lídia e Luiz Fernando na montagem carioca.

A ideia de mudar elenco e direção de “Drácula” para a turnê no Rio de Janeiro foi do produtor Habib Takla. Apesar de a foto acima não deixar Lídia tão em evidência, vale a pena porque são raros os registros da atriz atuando nos palcos.

Posts relacionados (Vale a pena ler de novo): A carreira no teatro e Beleza e personalidade nos palcos.

Cena de novela #34

Fingindo estar cega, Joyce (Lídia Brondi) recebe a atenção do médico Paulo (David Cardoso), alvo do amor da jovem vilã. Cena de “O Homem Proibido” (Globo, 1982), novela de Teixeira Filho, baseada na obra de Nelson Rodrigues.

Foto gentilmente enviada pelo Oscar Gouldman.

O amor, segundo Lídia Brondi

As opiniões de Lídia Brondi sobre o amor foram publicadas na seção “O Astro Responde”, da revista “Amiga”, em 1984, quando a atriz participava da novela “Transas e Caretas”. Vale observar que as declarações da atriz sobre a relação das pessoas com o mundo estão mais atuais do que nunca.

A partir da pergunta da leitora Simone F.S.P., Lídia disse acreditar em todas as formas do amor. Mas ela falou das dificuldades do mundo moderno, como a falta deste sentimento e a violência.

Acredito que essa falta de amor hoje em dia decorre do fato de que as pessoas não se dão uma chance, não abrem o coração para a vida. (…) Eu ainda acredito no amor como um sentimento maior e acho que isso é o mais bonito.

Lídia Brondi também falou sobre sua dedicação à carreira de atriz e seus sonhos. Uma de suas frases resume a capacidade de doar a si mesma que Lídia demonstrou, anos depois, quando decidiu largar a profissão de atriz para buscar novos sonhos:

A pessoa tem que procurar se segurar em si mesma. Aprendi com a vida que se você não se der para você mesma não se dá para os outros, não. (…) Pois é quebrando a cabeça, caindo e levantando, que a vida acontece.

O material foi gentilmente enviado pelo Alperi Martins. Abaixo, confira a resposta de Lídia na íntegra, que foi publicada ao lado da foto que abre este post (da época de “Final Feliz”):

Confira outra resposta de Lídia na seção “O Astro Responde”, do mesmo ano, publicada no blog: “Falando da carreira e da expectativa de ser mãe“.

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