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Depois de refletir muito, resolvi interromper as atividades desse blog. Alguns fatores pesaram nessa decisão, como falta de tempo e o desgaste gerado pelo perfil falso de Lídia Brondi no Facebook. Mas há um peso maior: respeitar a vontade de Lídia Brondi.

Esse post é uma explicação sobre isso. Uma satisfação àqueles que visitam essa página para matar saudades dessa grande e inesquecível atriz brasileira.

Lídia já disse que falar sobre sua vida de atriz não tem mais nada a ver com seu momento atual e que isso pode até prejudicar seu trabalho como psicóloga. Foi o que ela declarou à revista “Isto É”, em janeiro deste ano. Lídia disse:

Sei que é inevitável falarem de mim, tanto por causa da minha carreira na televisão quanto por ser casada com um ator, mas essa exposição compromete o meu trabalho como psicóloga. É ruim para mim, um assunto que ficou para trás.

Desde janeiro, quando li essa declaração, surgiu em mim esse questionamento: será que o blog, por mais que eu chame de homenagem à Lídia Brondi, não seria uma forma de prejudicar, indiretamente, sua carreira de psicóloga ou ir contra sua vontade?

Mesmo refletindo nesse sentido, imaginei que pudesse continuar com esse blog-homenagem sem prejudicar sua decisão. Afinal, é tão bacana reunir materiais antigos, receber os comentários dos leitores, dos amigos virtuais que fiz… Sempre foi um grande hobby manter e atualizar essa página.

Sempre busquei ser ético, cuidadoso e muito carinhoso em cada post. Só publiquei aqui reportagens antigas ou o que saía em algum lugar. Se já cheguei a receber informações extraoficiais (de forma involuntária) sobre o momento atual de Lídia ou sua família, NUNCA as publiquei aqui. O contrário seria invadir e expor demais alguém que eu admiro.

Pensei em desistir do blog, após a declaração na revista “Isto É”, mas resolvi continuar para contrapor, de algum modo, a tal página falsa no Facebook, que se diz Lídia Brondi Oficial. O fake estava ganhando força, ainda mais com a reprise de “Dancin’ Days”. As publicações do farsante, fingindo ser Lídia Brondi, ganhavam mais e mais curtidas.

O criminoso virtual teve a coragem de publicar um texto negando que seria fake e, mesmo com o discurso raso e ineficiente, recebeu o apoio dos enganados. Ficam lá, os “fãs”, curtindo, comentando e compartilhando frases de autoajuda de uma falsa “Lídia Brondi”.

Algumas pessoas chegaram a me questionar se eu era o autor daquela farsa. Felizmente, creio que consegui provar que não sou o autor de algo que considero abominável.

Manter o blog foi, então, uma forma de confrontar esse absurdo. Cheguei a fazer publicações aqui sobre o assunto e até resolvi criar uma fan page no Facebook, recentemente, como uma extensão do blog no wordpress.

A página ganhou, em pouco tempo, muitas e muitas curtidas. Acredito que consegui avisar muitas pessoas sobre a farsa. Seja por publicações aqui no blog, na fan page ou tentando avisar um ou outro individualmente. Além disso, conquistei o apoio de alguns leitores do blog e fãs da Lídia que se tornaram colaboradores dessa “luta”.

Infelizmente, a página falsa continua. Muita gente que tentei avisar questionou minha intenção. Encontrei todo o tipo de gente desagradável nesse processo. Teve o mal educado, a “espertalhona” (“estou curtindo, mas sei que é falsa”), o pseudo-fã que nada sabe, o desentendido, o ignorante, o indiferente, o revoltado…

Enfim, a internet é o tal mundo do “tudo pode”. O mundo da sinceridade agressiva, que tem muito mais a ver com inconveniência. Tem muita gente burra, me perdoem o termo. As pessoas são desatentas, não se informam, querem se sentir ativas, seja por meio de críticas vazias, ofensas, compartilhamentos ou curtidas em posts que têm a mentira em sua origem e essência. Só não querem ter a verdade como referência. Querem acreditar numa ilusão para tirar algum proveito subjetivo disso.

Não é o maior problema do mundo uma página fake. Claro que não. Não é e nunca foi prioridade máxima da minha vida ficar combatendo uma página falsa. É, de fato, algo que me incomodou e que senti tentado a combater de alguma forma. Mas há tanta gente que se confunde facilmente, que não checa informações, que só estão a fim de criar algum barulho e que não enxergam o óbvio… que cansei de tentar vencer a mentira.

É certo que criar um perfil falso evidencia um desvio de caráter e configura um crime, que pode ser punido. Certamente, o idiota que perde seu tempo fingindo ser quem não é sabe disso. Se nem o risco de uma punição o impede, qual seria nossa (minha) força.

Muitos poderiam ter feito mais. Os avisados que continuam curtindo, por exemplo, foram/são um grande desestímulo. Imagine alguém criando um perfil e fingindo ser você! Como se sentiria sabendo que alguém usa seu nome e sua imagem para espalhar ideias e pensamentos que não são seus? Por que as pessoas não refletem sobre isso para buscar compreender um pouco a gravidade do fato?

Criei a fan page e deixei bem explicado que não se tratava de uma página oficial da Lídia. Apesar da explicação no cabeçalho da página, muitos mandam mensagens como se fosse o perfil da Lídia Brondi, como se fosse a própria publicando ali. Expliquei, mas alguns parecem não entender. Isso cansa também.

A fan page tornou-se, então, outro problema, e pode ser mais um meio de contrariar a vontade da Lídia. Criei mais um espaço para “cultuar” alguém que quer ficar cada vez mais longe dessa atmosfera que cerca o universo artístico.

Estou tomando essa decisão de não publicar mais no blog, mas não tenho coragem de deletá-lo. Reunimos tanto material bacana aqui, tanta coisa que poderia ter se perdido no tempo, que seria quase uma leviandade jogar tudo para o espaço.

Afinal, foram mais de quatro anos de atividade, apesar de eu não ter mantido o ritmo do início. Tive muitas alegrias com o blog. Fiz amizades, troquei informações, pude receber a generosidade dos colaboradores (especialmente do Alperi Martins), fui citado em algumas matérias, transformei o blog em um ponto de referência sobre Lídia Brondi (talvez, o principal, em se tratando de página na internet) e tudo isso é motivo de orgulho que carregarei sempre.

Foi bom, realmente, muito bom, viver as pequenas e significativas alegrias que o blog me proporcionou. Talvez Lídia Brondi tenha passado por aqui e revisto um pouco de sua história (espero que ela não tenha se incomodado). Isso seria uma grande recompensa (ficamos aqui sem ter certeza, só nutrindo uns poucos fiapos dessa esperança!).

O blog encerra aqui suas atividades, mantendo seus arquivos, comentários e lembranças.

Desejamos que Lídia Brondi continue feliz e realizada, sempre. Vejo a decisão da Lídia de buscar um novo caminho para sua vida como um exemplo para quem necessita de mudanças pessoais. É preciso coragem para nadar contra a corrente. Lídia Brondi teve essa coragem, mesmo estando com a carreira de atriz consolidada e com um futuro ainda mais promissor.

Lídia Brondi Rezende foi em busca de sua felicidade, deixou os fãs saudosos e um rastro de mistério que a transformou em mito. E esse é apenas um dos motivos que, somado ao seu talento e beleza, a faz ser lembrada, mesmo depois de tanto tempo.

Obrigado, pessoal!

Abraços,
Marcelo.

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