Na última sexta-feira (9), o Globo Repórter exibiu um especial sobre os 60 anos da telenovela. O programa não trouxe nenhuma grande novidade, mas brindou os fãs de Lídia Brondi com alguns segundos de imagens de arquivo com a atriz.

Lídia apareceu em três momentos. O primeiro, foi quando o Globo Repórter falou dos beijos inesquecíveis. Entre tantas cenas, o beijo de sua personagem Solange e Afonso (Cássio Gabus Mendes) no último capítulo de “Vale Tudo”.

Outra cena desta novela, apareceu no bloco sobre os vilões mais marcantes. A sequencia começa com um “ei” de Solange, chamando a atenção de Raquel (Regina Duarte), que vendia sanduíche na praia. A cena foi ao ar para falar sobre Maria de Fátima (Glória Pires).

A mesma cena tinha ido ao ar no Globo Repórter sobre os 40 anos da telenovela, exibido em 1992, demonstrando que, apesar de entrevistas atualizadas, o programa teve cara de “mais do mesmo”.

Abaixo, a famosa cena do sanduíche:

No bloco que lembrou o sucesso do figurino de “Dancin’ Days”, apareceram os últimos segundos de Lídia Brondi no Globo Repórter. Era a cena de inauguração da discoteca (que corresponde à foto que abre esse post).

Uma análise do programa

Pode parecer pouca coisa esses segundos, mas não é. Até porque, muitos atores, que ainda estão na ativa, não chegaram a serem escolhidos pela edição do programa. E Lídia, mesmo estando há mais de 20 anos longe da televisão, não ficou de fora.

É claro que, se a produção do programa tivesse tido um pouco mais de empenho, teria feito muito melhor. São sempre as mesmas cenas e as mesmas novelas. É claro que não dá para excluir os sucessos e sempre é preciso falar dos marcos, como “A Escrava Isaura”, “O Bem Amado”, “Roque Santeiro”, “Vale Tudo” e “Irmãos Coragem”. Só que, acredito, dava para ir mais além.

Por exemplo: quando falam da censura, por que citar só a primeira versão de “Roque Santeiro”, de 1975? Por que não citar outros casos, como “O Homem Proibido”, que tinha Lídia como protagonista. Seria uma oportunidade a mais de vermos a atriz, além de divulgar um momento da censura que poucos conhecem (para se informar mais sobre esse momento, clique aqui).

Enfim, o programa não foi totalmente dispensável, mas não ousou e fez o velho “feijão com arroz” de sempre (requentado, por sinal). Houve problemas também na forma como os sub-temas foram apresentados, já que o texto, que deveria amarrar bem os diferentes assuntos, foi pouco criativo.

Ficaria mais insatisfeito se Lídia Brondi não tivesse aparecido, pois é difícil relembrar a história da telenovela sem citar a atriz que, mesmo longe da TV, sempre é lembrada.

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