Lídia Brondi, nesses 20 anos longe da vida de atriz, raríssimas vezes concedeu uma entrevista. Mas ela aceitou falar, recentemente, ao jornalista Cleodon Coelho. E o motivo foi muito especial: ela foi uma das personalidades ouvidas para ajudar Cleodon a contar a vida da atriz Lilian Lemmertz.

O jornalista chegou até Lídia depois de Julia Lemmertz, filha da atriz, ter lhe indicado uma lista com nomes dos amigos mais próximos de sua mãe.

Em “Sem rede de Proteção”, Cleodon faz um relato da vida e carreira de Lilian, grande atriz do cinema, teatro e televisão. Ela e Lídia trabalharam juntas em “Baila Comigo” (1981), “O Homem Proibido” (1982) e “Final Feliz” (1982). Além dessas obras, Lemmertz foi mãe de Lídia em “Roque Santeiro” (1985).

Foi em “Final Feliz” que a amizade das duas ficou mais forte, conforme conta Cleodon. Ele definiu que a relação de Lilian Lemmertz com Lídia e Nathália do Valle, que viviam suas filhas na novela, era “realmente maternal”.

“Ela me adotou mesmo. A gente brincava de mamãe e filhinha. Trabalhei com bastante gente, mas com muito poucas eu tive uma aproximação tão intensa. Era uma amizade linda, que mantivemos até sua partida”.

Lídia Brondi

Lilian foi madrinha de casamento de Lídia com Ricardo Waddington, realizado em dezembro de 1982.

Cleodon narra que Lídia Brondi foi uma das primeiras pessoas a aparecer no apartamento de Lilian, quando ela foi encontrada morta na banheira, no dia 5 de junho de 1986, vítima de um enfarte do miocárdio. Lídia ajudou a vestir Lilian para o enterro. Sobre esse momento, Lídia Brondi declarou:

“Ajudei a vesti-la. Foi um momento muito difícil para mim. Nunca tinha perdido ninguém, era a primeira pessoa próxima a mim que morria. (…) Lilian passou por aqui feito um cometa. Intenso e lindo”.

A biografia “Lilian Lemmertz – Sem Rede de Proteção“, de Cleodon Coelho, foi lançada pela Imprensa Oficial (2010). A obra é um belo registro de uma das principais atrizes da televisão.

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