Um dos destaques da carreira de Lídia Brondi foi Mira Maia, na novela “Baila Comigo”. A jovem jornalista perturbava a vida de vários personagens. O desempenho da atriz foi tão comentado que ela ganhou um final feliz na trama. Isso porque o autor da novela, Manoel Carlos, ficou encantado pelo talento de Lídia Brondi.

O jornal “O Globo”, de 29 de março de 1981, publicou uma reportagem sobre Lídia Brondi e sua personagem que era destaque na novela das oito daquele ano. Na matéria, Lídia fala sobre o que tem em comum com a personagem e descreve seu temperamento.

O texto foi divulgado pelo Tiago Salomão na comunidade de Lídia Brondi no Orkut. As imagens que ilustram esse post foram compartilhadas na comunidade pelo Oscar Gouldman. Confira:

“Pareço com Mira, mas tenho medos que ela não tem”

 

Lídia: "Mira Maia é mais louca, corre mais riscos. Eu me defendo mais".

A primeira identificação que a atriz encontra com sua personagem, a repórter Mira de “Baila comigo”, é a “gana de viver”. Mas a maneira de umae outra lutarem pelas coisas que desejam é um pouco diferente. Enquanto Mira é atirada e age sem pensar muito nas conseqüências de seus atos, Lídia confessa ser mais contida, agindo sempre com cuidado e tato.

Outro ponto comum entre as duas é o fato de não estarem envolvidas sentimentalmente com ninguém e prezarem muito sua independência.

Para Lídia Brondi, ela e sua personagem são muito parecidas, principalmente porque se jogam na vida e vão até o fim, quando querem alguma coisa. Apenas seu modo de agir nesse sentido é um pouco diferente:

“Mira Maia é mais louca, corre mais riscos. Eu me defendo mais. Não que a considere uma inconseqüente, mas ela faz tudo sem pensar muito. Comigo acontece o contrário. Eu vou, mas com cuidado e muito tato”.

“Minha personagem mora com os pais, mas consegue ser muito livre e independente, defendendo sempre essa posição dentro de casa. Meus pais, Jonas e Lilya, tentaram me dar uma educação livre também, mas eu não sei até que ponto isso é que é certo. Uma pessoa solta demais acaba se sentindo sozinha. Às vezes, faz falta um certo freio. De qualquer forma, eles sempre estiveram ao meu lado nas horas difíceis”.

 

Sob o signo de Escorpião: "Gostaria mesmo é de ser menos ansiosa".

Aos 21 anos, Lídia mora sozinha, mas continua mantendo um bom relacionamento com a família:

“É claro que não temos o mesmo contato. Meus pais estão separados, mas a gente sempre se vê. Acho que não é preciso estar perto para sentir que há amor entre as pessoas”.

Dizendo-se de temperamento mais fechado que o de Mira, Lídia aponta algumas de suas características:

“Sou tinhosa. E posso passar de uma incrível irritação à meiguice, na mesma intensidade, desde que seja tratada com respeito e carinho. Embora esteja sempre a mil por hora, também fico calma a ponto de passar horas dentro de casa, lendo e ouvindo música. Não sei se isso tem a ver com o meu signo, Escorpião. Mas o que eu gostaria mesmo é de ser menos ansiosa”.

“Quando cismo com uma coisa, quero na mesma hora. Não sei esperar. E tenho o espírito aventureiro, mas não no nível da Mira. Sinto medo de certas coisas que ela enfrenta com naturalidade, como pular de um prédio. Ao mesmo tempo, tem medos que eu enfrento. Filmes de terror, por exemplo, me apavoram, mas gosto de ver até o fim. Isso é uma aventura para mim”.

 

"Gosto do meu trabalho, mas não posso viver só em função dele".

Afastada da TV desde “Os Gigantes”, aproveitou este período para fazer um filme ”O Beijo no asfalto”, uma peça, “Passageiro da estrela”, e ficar mais consigo mesma:

“Precisava investir em mim. Voltei a fazer análise, a estudar inglês e dança, tirei carteira de motorista, curti praia, cinema, tudo que seria impossível se eu estivesse gravando. Gosto do meu trabalho, mas não posso viver só em função dele”.

Ainda na fase de se “namorar um pouco”, Lídia explica que prefere não se envolver com ninguém agora:

“Não é muito fácil, mas quero ficar uns tempos sozinha. Já brinquei demais com relacionamentos, mas agora penso numa coisa certa, construtiva. As pessoas têm que crescer a dois, sem perder a independência. Se não for assim, não dá para assumir uma relação”.

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