Lídia Brondi como Fernanda, na novela "Meu Bem, Meu Mal", seu último trabalho na TV.

Quando Lídia Brondi deixou a TV, muitos fãs acreditavam que ela ainda continuaria trabalhando como atriz no teatro. Sua paixão pelos palcos sempre ficou evidente em suas entrevistas. E, após seu afastamento, surgiram notas que falavam da sua vontade de voltar aos palcos (o que não se tornou realidade).

Foram vários os boatos divulgados pela imprensa quando Lídia Brondi, um dos principais nomes da televisão, resolveu abandonar o meio artístico. Aos poucos, em suas discretas e raras aparições, ela foi esclarecendo os rumos de sua nova vida.

Um das notas publicadas que falavam de sua [suposta] vontade de voltar aos palcos foi veiculada na revista “Amiga”, em 1995. O texto também serviu para esclarecer que a atriz estava bem de saúde e feliz longe das novelas.

A nota trouxe uma foto de Lídia com o visual de Solange (de “Vale Tudo”) e a legenda “Lídia Brondi apareceu e acabou com irresponsáveis especulações”. Confira o texto abaixo:

O último trabalho de Lídia Brondi como atriz foi na peça "Parsifal", em 1992.

“Não há nada mais perigoso do que o boato que nasce não se sabe como, toma ares de verdade e acaba muitas vezes virando uma infeliz ‘verdade definitiva’, mesmo que nada tenha de verdadeira.

Criar o boato irresponsável é fácil, desfazer o boato não é tão fácil assim, mas é sempre possível. Basta vir a público e estabelecer a verdade, seja ela qual for. O efeito da verdade é infalível contra o boato.

Lídia Brondi foi, infelizmente, vítima de um boato durante muito tempo e o boato cresceu na medida em que a atriz preferiu manter-se escondida, o que deu margens a maiores e cada vez mais cruéis especulações.

Há dias Lídia Brondi veio a público mostrar-se bem de saúde e falar de seus planos de voltar ao teatro. Lídia Brondi, que sempre se impôs desde cedo como um grande talento, não quer mais é saber de novelas.

Tem todo o direito de não mais querer aguentar o massacre que é trabalhar numa novela e tem, muito mais, o direito de optar por uma vida comum que só o bendito anonimato permite.”

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