Lídia: "Não sou nada prática. Tenho que me envolver."

A personalidade de Lídia Brondi sempre chamou a atenção de quem convivia com ela. Na época eu que trabalhou como atriz, sempre deixou claro que, apesar de fazer parte do universo artístico, não era escrava do meio.

Sincera e com um discurso bem articulado, Lídia sempre se mostrou muito honesta com suas convicções sobre si mesma e sobre a vida de artista.

“Saí de um mundo diferente, da igreja, sou filha de um pastor e, de repente, entrei num meio onde vale tudo. Pirei. Eu tinha um mundo e me apresentaram outro. Foi difícil. Comecei a fazer análise e a questionar meus valores”.

Lídia, na década de 70, revelando suas inseguranças com o meio artístico.

“Já que entrei na engrenagem, quero, pelo menos, a liberdade de fazer as coisas em que acredito. E difícil, dá uma insegurança, mas sobra a minha integridade. Não quero que me suguem em pouco tempo e depois me joguem fora como uma peça sem valor. Quero o direito de dirigir minha carreira para o lado que considero mais verdadeiro”.

Lídia, em 1979, sobre a necessidade de não se deixar aprisionar em qualquer papel que lhe era oferecido.

“E difícil assumir ser mulher. Durante muito tempo usei uma carapuça, uma proteção de menininha, e para ser mulher tenho que me expor e com isso vem o medo de que as pessoas me atinjam mais facilmente. Me apavorava fazer nu com tão pouca idade. Sou muito tímida”.

Lídia, na década de 80, falando sobre o desafio de aparecer nua no filme “O Beijo no Asfalto”.


“Vivo uma fase absolutamente passional. Tenho que estar envolvida para levar à frente meus papéis. Não sou nada prática. Tenho que me envolver.”

Lídia Brondi, em 1991, na época do encerramento de “Meu Bem, Meu Mal”.

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