Lídia e Glória na clássica cena de "Vale Tudo".

A edição de 21 de maio de 1988 do “Jornal do Brasil” trouxe um excelente perfil de duas atrizes que brilhavam na novela “Vale Tudo”: Lídia Brondi e Glória Pires.

A matéria de Márcia Cezimbra, intitulada “As duas faces do sucesso”, é bastante reveladora. Fala da carreira, família e perfil das duas atrizes, que, mesmo tendo personalidades totalmente diferentes, tinham algumas coisas em comum.

O texto revela a opinião de uma sobre a outra. Glória limita-se a dizer que Lídia é “uma boa atriz”. Enquanto a intérprete de Solange Duprat é mais generosa e eloquente em sua análise:

“Glória é o máximo. É intuitiva e não a imagino racionalizando como vai compor um personagem. Ela vai na intuição, tem a maior prática com televisão e arrasa porque é boa pra caramba”.

Outro ponto interessante da reportagem é sobre o perfil ativo de Lídia, que abria mão de um contrato longo com a Globo para se sentir livre e estimulada na carreira. No caminho oposto, Glória curtia o “paternalismo” da Globo, mas dizia que a estabilidade da casa não lhe obrigava a fazer qualquer trabalho.

Lídia também revela que, por pouco, não continuou na Manchete, onde fez “Corpo Santo”, para estrelar a novela “Olho por Olho”. Foi o desejo por produzir uma peça teatral que a fez optar por “Vale Tudo”, já que teria mais tempo. O salário da atriz, depois de passar por outra emissora, foi ainda mais valorizado.

“A novela da Manchete é novamente do José Louzeiro, a equipe é a mesma, superlegal, quase não resisti. Mas a Globo me dá tempo para realizar este projeto, além de a novela ser do Gilberto Braga e ter na direção o Dênis Carvalho, que todo mundo diz que é genial e eu nunca trabalhei com ele”, diz Lídia.

A matéria, disponível no Acervo da PUC-Rio, merece ser lida na íntegra. Para ter acesso ao texto complelo CLIQUE AQUI.

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