Porcina, Sinhozinho e Tânia: a filha não concordava com o amor entre o pai e a "viúva" de Roque.

Há exatos 25 anos, ia ao ar o primeiro capítulo de “Roque Santeiro”, novela de Dias Gomes, escrita juntamente com Aguinaldo Silva. Era 24 de junho de 1985 quando a novela, vetada pela censura em 1975, voltava às telas da Globo em uma nova versão.

Com um elenco de primeira, a novela mexeu com o país e lançou personagens marcantes da dramaturgia, como Sinhozinho Malta (Lima Duarte), Viúva Porcina (Regina Duarte), Zé das Medalhas (Armando Bógus), Professor Astromar (Ruy Resende) e Beato Salu (Nelson Dantas).

Lídia Brondi aparecia nos créditos como “atriz convidada”. Sua personagem, Tânia Malta, uma das mais marcantes de sua carreira, era a herdeira do império de Sinhozinho Malta. Tânia batia de frente com a postura de “coronel” do seu pai e era contra seu romance com Viúva Porcina.

Além do drama de desconhecer a verdade sobre a morte de sua mãe, interpretada por Lílian Lemmertz em uma participação especial, Tânia viveu um romance proibido com o Padre Albano (Cláudio Cavalcanti). Diante da pressão da Igreja Católica contra o amor entre os personagens da novela, Tânia teve um final infeliz, sem o seu amado.

Para relembrar, duas cenas de Lídia Brondi em “Roque Santeiro”:

1. Tânia fala para sua avó, Dona Marcelina (Wanda Kosmos), sobre seus sentimentos em relação ao Padre Albano. (a partir de 2’43”):

2. Em outra cena com sua avó, Tânia fala de sua desconfiança sobre Roque (José Wilker). Depois revela a Terêncio (Waldir Sant’anna), diante de Sinhozinho, que Dondinha está grávida.

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