Imagens de Lídia como Glorinha, no filme "Perdoa-me por me traíres".

O cineasta Braz Chediak ficou conhecido por adaptar obras de Nelson Rodrigues para o cinema, como “Bonitinha, mas ordinária”, protagonizado por Lucélia Santos. Lídia Brondi chegou a ser convidada para estrelar o longa, mas recusou, preocupada com a cena de curra que era um dos pontos altos dessa história de Nelson Rodrigues.

Mas a atriz não recusou o outro convite feito por Braz Chediak e, em 1983, interpretou Glorinha no filme “Perdoa-me por me traíres”, que trazia no elenco Vera Fischer, Nuno Leal Maia, Rubens Corrêa, Sadi Cabral, Jorge Dória e Ângela Leal.

Em sua recente biografia, o cineasta fala sobre Lídia Brondi, e faz a surpreende revelação de que a atriz já pensava em largar a carreira naquela época. Braz Chediak disse:

“Lídia era uma mulher sensível, preocupada, e já pensava em deixar a carreira. Durante as filmagens, era comovente ver o carinho e respeito com que ela tratava Madame Morineau”.

A declaração faz parte do livro Braz Chediak: fragmentos de uma vida”, de Sérgio Rodrigo Reis, lançado em 2005. Madame Morineau era a atriz Henriette Morineau, que fazia parte do elenco de “Perdoa-me…”.

Cena de Lídia com Sadi Cabral, no filme de Braz Chediak.

Além de Glorinha, Lídia Brondi interpretou duas outras personagens de Nelson Rodrigues. Em sua estreia no cinema, em 1980, foi a Dália no clássico “O Beijo no Asfalto”. Na televisão, interpretou a vilã Joyce, sua primeira protagonista em novelas, em “O Homem Proibido”, de 1982, baseada na obra do dramaturgo.

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