"Passageiros da Estrela": Lídia em sua estreia no teatro.

Não foi só na televisão que Lídia Brondi provou seu talento como atriz. No teatro, ela também emprestou toda a sua energia e carisma.

As fontes de pesquisa sobre a atriz na internet não citam as participações de Lídia Brondi em peças teatrais. O levantamento feito por esse blog pode passar por algumas alterações caso surjam novas informações sobre os trabalhos da atriz no teatro (caso saiba de algum dado – verdadeiro – é só deixar contato nos comentários!).

1980 – PASSAGEIROS DA ESTRELA

Convite da peça "Passageiros da Estrela": material criado por Flávia Savari.

Com direção de Lauro Góes e músicas de Egberto Gismonti, a peça infantil estreou em 1980, no Teatro Villa-Lobos, no Rio de Janeiro. Na pele de uma índia, Lídia Brondi dividiu o palco com seu namorado na época, Júlio Braga (irmão de Sônia Braga). O elenco ainda contava com Sadi Cabral, Ruth de Souza e Sebastião Lemos. O texto era de Sérgio Fonta.

1981 – CALÚNIA

Lídia com Monah Delacy em "Calúnia": prêmio de atriz revelação.

De Lillian Hellman, “Calúnia” mostrava o “estrago” de uma mentira contada por uma garota neurótica: ela espalhou que duas professoras estavam envolvidas afetivamente. A menina mentirosa era Mary Tilford, interpretada por Lídia Brondi. O elenco contava com Sylvia Bandeira, Ariclê Perez, Monah Delacy e outros.

O papel rendeu a Lídia o Prêmio Mambembe de atriz revelação naquele ano. A diretora da peça, Bibi Ferreira, apostou no talento de Lídia, mesmo diante do receio da jovem atriz, que dizia ter a voz baixa para o teatro. A produção da peça foi de Tônia Carreiro.

1983 – O COLECIONADOR

Do original de Alan Parker, a peça foi traduzida e adaptada por Juca de Oliveira,  com direção de Luís Fernando. Lídia Brondi era Miranda, uma jovem que vira refém de um homem apaixonado, interpretado por Ewerton de Castro. A peça excursionou por várias cidades.

A estreia aconteceu no Teatro Delfin, no Rio de Janeiro. Uma curiosidade envolvendo “O Colecionador” é que o cartaz da peça enfeitava o cenário da casa de Rafael (Eduardo Tornaghi) e Alice (Sônia Regina) na novela “A Gata Comeu”.

1986 – A VERDADEIRA VIDA DE JONAS WENKA

Como a copeira Sílvia, na peça de Bertolt Brecht. (*Foto enviada por Lívio Augusto Rodrigues)

A peça foi um estímulo na vida de Lídia Brondi após a novela “Roque Santeiro”, obra em que repetiu o papel de filha rebelde. O processo de criação da peça, juntamente com o grupo Tapa, e a convivência com o diretor alemão Peter Palitzch foram fatores que fizeram diferença para a atriz.

O elenco contava ainda com o ator André Valli (o eterno Visconde do “Sítio do Pica-pau Amarelo”). A peça era baseada no original de Bertolt Brecht.

1988 – DRÁCULA

Comédia na linha besteirol, a peça, que já havia sido encenada por Raul Cortez e Carla Camurati em São Paulo, em 1987, foi para o Rio de Janeiro com uma nova roupagem. Ary Fontoura assumiu a direção, além de atuar na peça de Bram Stocker ao lado de Lídia Brondi.

1989 – GEORGE DANDAN

Lídia Brondi e Rubens Corrêa na peça de Molière.

No ar como Leonora na novela “Tieta”, Lídia Brondi dividiu, em setembro de 1989, o trabalho na televisão com a peça “George Dandan”, baseada no original de Molière. Lídia interpretava Angélica, esposa de George Dandan (Rubens Corrêa), que traía o marido com o vizinho Clitandro (Fernando Eiras).

A comédia, que tinha como tema central a infidelidade feminina, era dirigida por Ivan de Albuquerque. Completavam o elenco: Luiz Maçãs, Betty Erthal, Nildo Parente e Leyla Ribeiro.

1990 – DESCALÇOS NO PARQUE

Pan Chacon e Lídia (*foto enviada por Lívio A. Rodrigues).

Com direção de Ricardo Waddington, a peça era estrelada por Lídia Brondi e Thales Pan Chacon e contava as aventuras de dois recém-casados. A história do dramaturgo Neil Simon já havia sido adaptada para o cinema, tendo Jane Fonda e Robert Redford nos papéis centrais.

Para caracterizar sua personagem, Lídia Brondi usava peruca. “Descalços no Parque” tinha ainda no elenco os atores Edney Giovenazzi, Míriam Pires e João Camargo. A tradução do texto foi feita por Flávio Marinho.

1992 – PARSIFAL

Lídia e Cássio em material de divulgação da peça (*foto enviada por Lívio Augusto Rodrigues)

Muitas pessoas citam a novela “Meu Bem, Meu Mal” como o último trabalho de Lídia Brondi como atriz. Na verdade, sua despedida deu-se nos palcos.

Ao lado do marido, Cássio Gabus Mendes, Lídia produziu e atuou na peça “Parsifal”, de Jorge Takla. A trilha sonora da peça era baseada na ópera “Parsifal” de Richard Wagner.

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